Sem Título
Um movimento sem nexo.Sua pegada na curva.Um cego vendo sem parar.Flor sem espinho.O que fazia aquele copo vazio de êxtase na sala de sua casa?Eu reconheço seu olhar,mas não acredito em finais felizes.Gosto de tragédia.Me deprimo pra sentir a vida.E você me acredita a lógica do absurdo.Naquela noite eu queria ter dito muitas coisas.O orgulho é um veneno.O tempo não apaga tudo,a gente é que se acostuma com a dor.O desconhecido só é por um instante.Todo lamento é um apelo de si para si.Seu corpo anda excessivamente provocando meus pensamentos.O medo é o maior inimigo do homem.Um quase grande amigo afirmou hoje não guardar segredos pra ninguém,mas mal descobriu-se.Ando comendo solidão.E o mundo é tão imenso.Aqui nunca vemos as rosas e eu quase nunca sinto falta.Até os efeitos são fabricados.Queria uma dose de felicidade,mas o moço do bar não tinha.Vou procurar na farmácia.Quero uma história nova.Mas estou fugindo de procurar.Encontrei muito do que não queria e perdi outras coisas mais.Cada história é um mundo todo.Quantas saudades daquilo que não fui.

1 Comments:
Esse poema diz muita coisa!
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ju, at 7:20 AM
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