Dizer não
Andava revivendo umas coisas.E não eram coisas,propriamente,eram sensações.Depois de um tempo de lucidez morna,voltava a sentir vontades platônicas.Desejos sinceros e ocultos,sentia que já perdera o domínio e ia pausadamente ao encontro do perigo.Mas era uma situação somente sua,individualmente sua,naquele ante-espaço da angústia somente seus pensamentos e atitudes travavam.Buscar um recanto no passado e reiventá-lo para si,quando já não cabe fazê-lo por tantas artimanhas encantadas no tempo.
Então era isso viver e morrer nos desvãos de memória,algo só seu,a ninguém importava,a ninguém merecia,a ninguém comunicava.Só sua aquela lenta agonia.

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