afilosofianaalcova

Wednesday, September 08, 2004

"tudo passa,mas nem tudo que passa se esquece"


Algumas coisas não mudam. Penso que há alguns lugares em nossa mente difíceis de serem engavetados para sempre ou expulsos para sempre. Nem sei ao certo o que determinadas palavras refletem, meu relacionamento com elas sempre
foi mais ou menos confortável quando estive com a fala.
Têm coisas que não consigo ouvir sem uma reviravolta aqui dentro; alguns encaram como nossas fraquezas, creio que outros vejam apenas como certo excesso de sensibilidade.
Fraqueza ou não, as palavras me afetam; não, não vou ser injusta com as palavras, é aquilo que vem junto às palavras e confesso Ter uma coleção de palavras e frases e ditos que me fazem querer fugir da realidade ou de como se construiu a realidade.
Talvez seja uma pretensão achar que a maior parte das pessoas não entende minha singela melancolia, mas acredito que é parte da melancolia a sensação de ser incompreendido. É o sentido.
Você pode Ter diversas pessoas ao seu redor, mas por um momento se sentir um estranho, se sentir solitário, nesse momento é o momento do seu eu, quando você percebe que realmente é um estranho porque tem coisa que somente você poderá cuidar.
Mas o meu ponto foi uma interrogação, uma pergunta, de algo tão mal resolvido para mim que deixou minha mente sem ação.
E eu, sendo sincero nem sei por que estou tentando descrever isso, pois sinceramente não me acho completo para explicar. Isso tem sido comum nos últimos tempos, os últimos tempos na verdade têm sido duelos entre mim e meu outro eu. Um deles encontrava rápido as respostas, o outro me é uma incógnita de minhas incógnitas.
Talvez tenha chegado a hora de parar, talvez esteja me perdendo em niilismos. De vez em quando não sei mais quem sou, e uma torta narrativa de alguém que não se sabe; não deve interessar a ninguém.
O melhor é descansar meu contraditório, seria bom deixar a vertigem me domar por essa vez ou a insensibilidade modorrenta que as drogas me causam.
Mas dessa vez nem mesmo os remédios trouxeram a fleuma a minhas idéias, nada fez minha mente e meu corpo confusos flutuarem em paz. A sensação nasceu e me interrompeu e neste exato momento já não sei mais o que fazer, não sei o que estou fazendo. Me parece que por mais uma vez uso dos desconexos das palavras para tentar encontrar meu meridiano. Absoluta bobagem minha porque as palavras criam suas próprias vidas e nesse momento, nesse indissolúvel momento, eu creio que elas utilizam de uma vida que não tenho ou pelo menos têm uma vida mais concreta porque eu ando meio perdido em mim mesmo. É melhor esperar um outro momento para palavrear com as palavras, elas são delicadas e o meu ego está insólito e insondável...
o título é adaptação do "cordel do fogo encantado",salve!

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