A menina e o poeta
Caminhava no longo corredor da velha casa, um pouco absorta em pensamentos desvairados ou apaixonados, isso eu nunca saberei dizer. A pele era de uma brancura escandinava, o olhar luzidio deixava entrever um suave tom de melancolia. A menina era quase mulher. Sonhava. Algumas dúvidas pueris lhe assomavam à mente, pensava no amor e suas promessas e mergulhava na solidão dela mesma. Umas idéias de menina e um corpo de mulher, o cabelo de um negro ofuscante lhe caía, cobrindo de leve sua tez alva. Na sua ânsia de ser, seu peito queimava tentando adivinhar o amor que não teria e em outro instante indagava se teria, teria? Se ela soubesse quantos amores ainda haveriam de contemplá-la, se ela soubesse, se ela soubesse que de um canto o poeta a mirava, sussurando baixinho................:
Moça branca de neve, me leve...

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