afilosofianaalcova

Friday, July 22, 2005

O juízo devora os sentidos.

Sem Título

Um movimento sem nexo.Sua pegada na curva.Um cego vendo sem parar.Flor sem espinho.O que fazia aquele copo vazio de êxtase na sala de sua casa?Eu reconheço seu olhar,mas não acredito em finais felizes.Gosto de tragédia.Me deprimo pra sentir a vida.E você me acredita a lógica do absurdo.Naquela noite eu queria ter dito muitas coisas.O orgulho é um veneno.O tempo não apaga tudo,a gente é que se acostuma com a dor.O desconhecido só é por um instante.Todo lamento é um apelo de si para si.Seu corpo anda excessivamente provocando meus pensamentos.O medo é o maior inimigo do homem.Um quase grande amigo afirmou hoje não guardar segredos pra ninguém,mas mal descobriu-se.Ando comendo solidão.E o mundo é tão imenso.Aqui nunca vemos as rosas e eu quase nunca sinto falta.Até os efeitos são fabricados.Queria uma dose de felicidade,mas o moço do bar não tinha.Vou procurar na farmácia.Quero uma história nova.Mas estou fugindo de procurar.Encontrei muito do que não queria e perdi outras coisas mais.Cada história é um mundo todo.Quantas saudades daquilo que não fui.

Friday, July 15, 2005

Dizer não

Andava revivendo umas coisas.E não eram coisas,propriamente,eram sensações.Depois de um tempo de lucidez morna,voltava a sentir vontades platônicas.Desejos sinceros e ocultos,sentia que já perdera o domínio e ia pausadamente ao encontro do perigo.Mas era uma situação somente sua,individualmente sua,naquele ante-espaço da angústia somente seus pensamentos e atitudes travavam.Buscar um recanto no passado e reiventá-lo para si,quando já não cabe fazê-lo por tantas artimanhas encantadas no tempo.
Então era isso viver e morrer nos desvãos de memória,algo só seu,a ninguém importava,a ninguém merecia,a ninguém comunicava.Só sua aquela lenta agonia.

Uma verdade líquida
O amor goteja . . .