afilosofianaalcova

Thursday, December 20, 2007

Como Nasrudin criou a verdade

Nasrudin(Khawajah Nasr Al-Din)

— As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores — disse Nasrudin ao Rei. — Elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.O Rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade, que poderia fazê-las observar a autenticidade — e assim o faria.O acesso a sua cidade dava-se através de uma ponte. Sobre ela, o Rei ordenou que fosse construída uma forca.Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o Chefe da Guarda estava a postos em frente de um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um edital fora imediatamente publicado: "Todos serão interrogados. Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso mentir, será enforcado."Nasrudin, na ponte entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzar a ponte.— Onde o senhor pensa que vai? — perguntou o Chefe da Guarda. — Estou a caminho da forca — respondeu Nasradin, calmamente. — Não acredito no que está dizendo!— Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.— Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!— Isso mesmo - respondeu Nasrudin, sentindo-se vitorioso. — Agora vocês já sabem o que é a verdade: é apenas a sua verdade.

espelhos


entrecortes

- como?
- me faz querer andar no meio fio...
- e o que é o meio fio pra você?
- o meio fio é aquilo que fica entre a calçada e a rua...

Tuesday, March 20, 2007

um museu do efêmero

a ilusão do outro

Monday, March 19, 2007

devaneio lúcido


Os sonhos moram nos travesseiros?

e...

a vida me daria personagens perfeitos
se não fosse tão real ...

Friday, September 08, 2006

a poética no espaço
a dimensão oculta
a imagem da arte
Dalí
o sorriso solto
o querer intermitente
o sonho indecifrável
Almodóvar

quando acaba
acaba?

o medo transita
no escuro

Friday, April 21, 2006

Silêncio entrecortado de soluços.
Soluços cortando o silêncio.
O silêncio ferindo os ouvidos.
Por dentro a lâmina cortando em silêncio.
O silêncio corroendo as vísceras.
O peito sangrado em silêncio
Por dentro o silêncio e o pensamento
O silêncio perguntando mudo
O silêncio não responde o silêncio.


...Volta aos olhos de noite. Mais dizeres e sentires e um estar tão mal assim. E os olhos já não encontram os outros olhos e os olhos já não se beijam. Revolta nos olhos. Noite escura, fria, tensa. Deseja o sol. Mas de que serve um deus mudo? Acúmulo de falta de respostas. Mais. E a revolta sai dos olhos, salta, um movimento sem lei, um corpo e uma agressão, transgressão, sabe-se lá. Tudo parece tão novo. Ela outra já nem sabe da insensatez , nem da sensatez. Fica sem caminho, sem prumo, perdeu a direção. Tudo bem, vai passar. Agora palavras cortam o silêncio. Tecem o silêncio. Mas a cabeça ainda dói. O peito também. Palavras e silêncio morno, carinhoso...despido de rumores. Depois um beijo. Longo beijo .Ela ama o negro da noite dos olhos que quer ter. Mas agora sente, tem medo. Medo de que a noite possa findar.

Wednesday, October 05, 2005

Não sei se vai dar pra eu ser amanhã
Preciso pensar em alguma coisa
E parar de pensar em tanta coisa
Aprender a gostar, sem querer
Me acostumar com essas telas de tantas cores
e esses olhares tão pálidos

Friday, July 22, 2005

O juízo devora os sentidos.

Sem Título

Um movimento sem nexo.Sua pegada na curva.Um cego vendo sem parar.Flor sem espinho.O que fazia aquele copo vazio de êxtase na sala de sua casa?Eu reconheço seu olhar,mas não acredito em finais felizes.Gosto de tragédia.Me deprimo pra sentir a vida.E você me acredita a lógica do absurdo.Naquela noite eu queria ter dito muitas coisas.O orgulho é um veneno.O tempo não apaga tudo,a gente é que se acostuma com a dor.O desconhecido só é por um instante.Todo lamento é um apelo de si para si.Seu corpo anda excessivamente provocando meus pensamentos.O medo é o maior inimigo do homem.Um quase grande amigo afirmou hoje não guardar segredos pra ninguém,mas mal descobriu-se.Ando comendo solidão.E o mundo é tão imenso.Aqui nunca vemos as rosas e eu quase nunca sinto falta.Até os efeitos são fabricados.Queria uma dose de felicidade,mas o moço do bar não tinha.Vou procurar na farmácia.Quero uma história nova.Mas estou fugindo de procurar.Encontrei muito do que não queria e perdi outras coisas mais.Cada história é um mundo todo.Quantas saudades daquilo que não fui.