afilosofianaalcova

Friday, April 21, 2006

Silêncio entrecortado de soluços.
Soluços cortando o silêncio.
O silêncio ferindo os ouvidos.
Por dentro a lâmina cortando em silêncio.
O silêncio corroendo as vísceras.
O peito sangrado em silêncio
Por dentro o silêncio e o pensamento
O silêncio perguntando mudo
O silêncio não responde o silêncio.


...Volta aos olhos de noite. Mais dizeres e sentires e um estar tão mal assim. E os olhos já não encontram os outros olhos e os olhos já não se beijam. Revolta nos olhos. Noite escura, fria, tensa. Deseja o sol. Mas de que serve um deus mudo? Acúmulo de falta de respostas. Mais. E a revolta sai dos olhos, salta, um movimento sem lei, um corpo e uma agressão, transgressão, sabe-se lá. Tudo parece tão novo. Ela outra já nem sabe da insensatez , nem da sensatez. Fica sem caminho, sem prumo, perdeu a direção. Tudo bem, vai passar. Agora palavras cortam o silêncio. Tecem o silêncio. Mas a cabeça ainda dói. O peito também. Palavras e silêncio morno, carinhoso...despido de rumores. Depois um beijo. Longo beijo .Ela ama o negro da noite dos olhos que quer ter. Mas agora sente, tem medo. Medo de que a noite possa findar.